Cirrose hepática alcoólica a esteatose hepática
perfil epidemiológico de 2010 a 2025
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2025v6i18.185Palavras-chave:
Cirrose hepática alcoólica, DATASUS, Doença hepática alcoólica, Epidemiologia, EsteatoseResumo
Introdução: A Doença Hepática Alcoólica (DHA) constitui um espectro progressivo de lesões, iniciando-se com a esteatose e podendo culminar na cirrose hepática, um processo de cicatrização patológica, irreversível em seus estágios avançados. O consumo abusivo de álcool é o maior fator de risco evitável do mundo. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e a carga de morbidade hospitalar da DHA (CID-10 K70) no Brasil, entre janeiro de 2010 e setembro de 2025, com base em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo e quantitativo, com coleta de dados sobre internações, custos, sexo, faixa etária e mortalidade para o código CID-10 K70 (Doença Alcoólica do Fígado) e, contextualmente, CID- 10 K74 (Outras Doenças do Fígado). Resultados: Foram registradas 258.300 internações por DHA (K70) no período analisado. Observou-se uma alta prevalência no sexo masculino e na faixa etária produtiva (40 a 69 anos), que concentra 75,82% dos casos. A Região Sudeste liderou o número de internações em termos absolutos. A taxa de mortalidade média para DHA (K70) entre 2007 e 2020 foi de 17,49%. O caráter de atendimento para internações por cirrose (K74) foi predominantemente de Urgência (88,1%). Conclusão: A DHA impõe uma elevada carga epidemiológica e econômica ao sistema de saúde, sendo crucial o rastreamento precoce e a implementação de políticas de abstinência para evitar a progressão da esteatose à cirrose irreversível e suas complicações.
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