Descrição das características clínicas, critérios diagnósticos e manejo da endocardite infecciosa em hospital terciário de Goiás

estudo retrospectivo de 11 meses

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37951/2675-5009.2025v6i18.189

Palavras-chave:

Diagnóstico, Ecocardiografia, Endocardite Bacteriana, Fatores de risco, Infecções cardiovasculares, Terapêutica, Tratamento

Resumo

Introdução: A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave caracterizada pela infecção da camada interna do coração, especialmente das valvas cardíacas, por microrganismos como bactérias ou fungos. É fundamental destacar a importância da prevenção da endocardite infecciosa, especialmente em pacientes de risco. Objetivo: Analisar os fatores de risco, o diagnóstico e as condutas terapêuticas adotadas em pacientes com EI internados em um hospital terciário de Goiás durante um período de 11 meses. Métodos: Tratou-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado em hospital terciário de Goiás, avaliando prontuários de pacientes internados com endocardite infecciosa entre maio de 2024 e março de 2025, diagnosticados segundo os Critérios de Duke Modificados. Foram analisados dados clínicos, laboratoriais, eletrocardiográficos, radiográficos e ecocardiográficos, incluindo características das vegetações e complicações associadas. Registraram-se tempos para diagnóstico, internação e, quando aplicável, cirurgia, além das condutas antimicrobianas e cirúrgicas adotadas. Os desfechos considerados foram alta hospitalar, seguimento ambulatorial ou óbito, garantindo-se anonimato e conformidade ética. Resultados: Dos nove pacientes avaliados com endocardite infecciosa, oito apresentaram uso de cateter venoso central durante a internação. O ecocardiograma transtorácico identificou vegetações em seis casos, enquanto o transesofágico foi necessário em três. A maioria dos pacientes (7/9) recebeu alta hospitalar, havendo dois óbitos. Seis apresentaram hemoculturas positivas, predominantemente por microrganismos multirresistentes, enquanto três permaneceram negativas. Sete pacientes apresentaram vegetações maiores que 10 mm, associadas a maior risco de complicações, e três preencheram critérios definitivos de Duke. Conclusão: O estudo analisou nove casos de endocardite infecciosa, evidenciando a importância dos critérios de Duke modificados e de exames complementares, como ecocardiografia e hemoculturas, para confirmação diagnóstica. O tratamento antimicrobiano prolongado, guiado por sensibilidade, resultou em boa evolução clínica na maioria dos pacientes, embora a limitação de acesso à cirurgia cardíaca tenha postergado a correção de lesões graves em alguns casos. A detecção precoce, abordagem multidisciplinar e seguimento ambulatorial precoce mostraram-se essenciais para reduzir complicações e recidivas.

Publicado

23-02-2026

Edição

Seção

ARTIGO DE REVISÃO

Como Citar

Torrano Carvalho Pimentel, G. ., Fernandes Balestra, L. ., & Gardenghi, G. . (2026). Descrição das características clínicas, critérios diagnósticos e manejo da endocardite infecciosa em hospital terciário de Goiás: estudo retrospectivo de 11 meses. Revista Científica CEREM-GO, 6(18), e26189. https://doi.org/10.37951/2675-5009.2025v6i18.189