Impacto da intervenção cardiometabólica estruturada em população de alto risco cardiovascular
resultados de estudo piloto
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i19.193Palavras-chave:
Colesterol, Cooperação e adesão ao tratamento, Fatores de risco cardiometabólico, Obesidade, Redução de pesoResumo
Introdução: O risco cardiometabólico associa-se a chances de danos ao sistema cardiovascular quando múltiplos fatores ocorrem juntos. Eles compreendem obesidade visceral, dislipidemias, hipertensão, resistência insulínica e inflamação, aspectos compõem a fisiopatologia das doenças cardiometabólicas. Intervenções farmacológicas ou não buscam o controle e a melhoria dos desfechos clínicos. Objetivo: O objetivo deste estudo é demonstrar o efeito de uma intervenção assistencial multidisciplinar focada no ajuste de fatores de risco cardiometabólicos em uma população com perfil de risco cardiovascular elevado. Métodos: Estudo piloto de coorte em ambulatório especializado (cardiologista, endocrinologista e nutricionista). Os indivíduos passaram por abordagem sistematizada com exames laboratoriais, de imagem para risco cardiovascular e bioimpedância para análise de composição corporal. Estabeleceram-se o padrão alimentar, atividade metabólica e doenças preexistentes. O protocolo incluiu dieta (restrição calórica), suplementação proteica, treino resistido e tratamento medicamentoso gradual. Após diagnóstico cardiometabólico, traçou-se plano de intervenção com feedback estruturado e retornos a cada 90 dias, via aplicativo e contato direto com a equipe. O acompanhamento durou seis meses, com reavaliações e ajustes constantes. A análise estatística utilizou o teste T de Student (p≤0,05), com dados expressos em média ± desvio padrão. Resultados: 27 indivíduos foram acompanhados (idade: 54,2±8,2 anos, 59,3% homens, peso: 100,0±15,4Kg). A prevalência inicial de fatores de risco era: doença arterial coronária: 51,9%, diabetes: 33,3%, hipertensão: 14,8%, dislipidemia: 88,9%. 92,6% da amostra reduziu o peso corporal, sendo o IMC pré 34,9±4,3 Kg/cm² vs pós 31,1±7,6 Kg/cm² (p: 0,03). A bioimpedância evidenciou diminuição da massa gorda (pré: 39,6±6,7% vs pós 35,8±6,4%, p: 0,05) e manutenção da massa magra (pré: 34,0±4,5% vs pós 36,1±4,0%, p: 0,10). O LDL sofreu redução (pré: 96,3±49,4 mg/dL vs pós 65,6±39,9 mg/dL, p: 0,03). O mesmo ocorreu nos triglicerídeos (pré: 199,3±139,0 mg/dL vs pós 111,9±69,7 mg/dL, p: 0,01). Glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), lipoproteína de alta densidade (HDL) e circunferência abdominal não sofreram alterações significantes. Estatinas foram usadas em 77,8% e agonistas de GLP-1 em 40,7%. Conclusão: Dados preliminares evidenciam que um programa assistencial focado em cardiometabolismo tem alto potencial de alterar parâmetros associados ao risco. Um maior seguimento é necessário para determinar a aderência definitiva e a redução de eventos.
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