Manejo anestésico em paciente com esclerose lateral amiotrófica submetida à ureterorrenolitotripsia flexível
relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.207Palavras-chave:
Anestesia geral, Bloqueadores neuromusculares, Esclerose lateral amiotrófica, Período perioperatório, Ventilação não invasivaResumo
Introdução: A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que cursa com fraqueza muscular e comprometimento respiratório, aumentando o risco perioperatório, especialmente durante a indução anestésica, ventilação e extubação. Relato de Caso: Paciente feminina, 62 anos, 83 kg, ASA III, com diagnóstico de ELA há aproximadamente cinco anos, pontuação de 10 na escala ALSFRS-R e dependência de ventilação não invasiva em dois níveis (BiPAP), submetida à ureterorrenolitotripsia flexível com colocação de cateter duplo J. Na avaliação pré-anestésica, identificou-se comprometimento funcional grave e elevado risco respiratório. Optou-se por anestesia geral venosa total com propofol e remifentanil em sistema alvo-controlado, sem uso de bloqueadores neuromusculares, associada à monitorização com índice bispectral e train-of-four. A intubação orotraqueal foi realizada com videolaringoscópio (Cormack-Lehane grau I), sendo instituída ventilação mecânica protetora. O intraoperatório transcorreu sem intercorrências, com estabilidade hemodinâmica e adequada oxigenação. Ao término do procedimento, foi realizada extubação criteriosa, com reconexão imediata à ventilação não invasiva e encaminhamento à sala de recuperação pósanestésica sob monitorização contínua, sem eventos adversos. Discussão: O manejo anestésico em pacientes com ELA exige abordagem individualizada, considerando a redução da reserva ventilatória e a resposta imprevisível aos bloqueadores neuromusculares, o que reforça a importância de estratégias que preservem a ventilação espontânea e minimizem a depressão respiratória. Nesse contexto, a evitação de bloqueadores neuromusculares, associada à monitorização da profundidade anestésica e da função neuromuscular, bem como ao suporte ventilatóriomostrou-se eficaz para reduzir o risco de complicações respiratórias. Conclusão: A antecipação de riscos, a titulação cuidadosa dos anestésicos e o planejamento do suporte ventilatório imediato são fundamentais para otimizar a segurança anestésica em pacientes com ELA avançada. precoce no pós-extubação,
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