Hipotireoidismo congênito e triagem neonatal

impacto do diagnóstico precoce no desenvolvimento infantil

Autores

  • Júlia Moura Nader Médica pela Universidade Evangélica de Goiás. Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Residente de Neonatologia da Universidade Evangélica de Goiás. Autor https://orcid.org/0009-0004-3488-2774
  • Erasmo Eustáquio Cozac Médico pela Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil, Residência Médica em Pediatria pela Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil, Título de especialista em Pediatria pela SBP, Título de especialista em Neonatologia (área de atuação) - SBP/AMB, Título de especialista em Terapia Pediátrica e Neonatal (área de atuação) - SBP/AMIB, Pós-graduado em Ventilação Mecânica pela Universidade Católica de Goiás, Goiânia-GO, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0003-3863-7122

DOI:

https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i21.212

Palavras-chave:

Brasil, Mortalidade infantil, Pediatria, Prematuridade, Sepse neonatal

Resumo

Introdução: O hipotireoidismo congênito (HC) constitui uma das endocrinopatias mais frequentes do período neonatal e permanece entre as principais causas evitáveis de deficiência intelectual em crianças. Objetivos: Descrever um caso clínico de HC diagnosticado precocemente por meio da triagem neonatal, enfatizando o impacto do diagnóstico e da intervenção terapêutica precoce no desenvolvimento infantil. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, descritivo, do tipo relato de caso, desenvolvido a partir da revisão de prontuário eletrônico de uma paciente atendida em um hospital do estado de Goiás, Brasil. Resultados: Recém-nascida a termo (39 semanas e 5 dias; 2.300 g), admitida em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por desconforto respiratório após cesariana por sofrimento fetal agudo. A triagem neonatal evidenciou elevação acentuada do TSH (212,74 μUI/mL), posteriormente confirmada por TSH >100 μUI/mL, T3 de 0,58 e T4L de 0,72, compatíveis com HC primário. O ecocardiograma demonstrou persistência do canal arterial (0,32 cm) e forame oval patente, sem alterações na ultrassonografia transfontanelar, com anticorpos antitireoglobulina < 3,0. Após início precoce da reposição com levotiroxina, houve evolução clínica favorável, com resolução das intercorrências neonatais e transferência para a enfermaria pediátrica. Conclusões: A ausência de manifestações clínicas específicas nos primeiros dias de vida dificulta o reconhecimento precoce do HC. A triagem neonatal assume papel central ao possibilitar a identificação da disfunção tireoidiana antes do aparecimento de repercussões clínicas, permitindo a confirmação diagnóstica e a instituição tempestiva da terapia de reposição hormonal. A introdução precoce da levotiroxina modifica de maneira significativa o prognóstico da doença.

Publicado

06-11-2026

Edição

Seção

ARTIGO DE REVISÃO

Como Citar

Moura Nader, J. ., & Cozac, E. E. . (2026). Hipotireoidismo congênito e triagem neonatal: impacto do diagnóstico precoce no desenvolvimento infantil. Revista Científica CEREM-GO, 7(21), e26212. https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i21.212