Gestão visual das escalas de enfermagem para balanceamento da força de trabalho e redução de coberturas extraordinárias
estudo longitudinal de melhoria da qualidade
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.200Palavras-chave:
Recursos humanos de enfermagem no hospital, Gestão da qualidade, Absenteísmo, Custos hospitalares, Eficiência organizacional, Administração hospitalarResumo
Introdução: Variações na demanda assistencial e na disponibilidade de profissionais podem gerar dese-quilíbrios nas escalas de enfermagem e necessidade de coberturas extraordinárias. A gestão visual pode apoiar a identificação desses desequilíbrios e o remanejamento de profissionais, mas sua aplicação ao balanceamento da força de trabalho permanece pouco explorada. Objetivo: Avaliar a associação entre a implantação de um sistema de gestão visual das escalas de enfermagem e a evolução das coberturas extraordinárias, dos custos de pessoal e dos indicadores de demanda e alocação da força de trabalho. Métodos: Estudo longitudinal de melhoria da qualidade realizado em hospital privado de alta complexidade da região Centro-Oeste do Brasil. Agosto de 2025 foi considerado período basal. A intervenção foi iniciada em setembro de 2025 e acompanhada até maio de 2026. O sistema integrou escalas, absenteísmo, ocupação hospitalar, remanejamentos, vagas abertas, turnover, coberturas extraordinárias e custos. Foram analisadas medidas descritivas mensais de uma força de trabalho composta por 132 técnicos de enfermagem e 28 enfermeiros. Resultados: As coberturas extraordinárias diminuíram de 143 no período basal para média mensal de 23,4 após a implantação, redução de 83,6%. O custo mensal caiu de R$ 32.693,00 para média de R$ 6.071,42, redução de 81,4%. A ocupação hospitalar permaneceu elevada, com média pósimplantação de 82,27%. No mesmo período, o absenteísmo ponderado foi de 1,37% e a taxa média de remanejamento, de 3,39%. Conclusões: A implantação da gestão visual esteve associada à redução sustentada das coberturas extraordinárias e dos custos correspondentes, sem redução da demanda assistencial. Os achados indicam que maior visibilidade operacional e remanejamento estruturado podem favorecer o balanceamento da força de trabalho hospitalar.
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