Mortalidade hospitalar por sepse neonatal no Brasil

Autores

  • Amanda Braollos Silva Médica pelo Centro Universitário Alfredo Nasser, Residência Médica em Pediatria pelo Centro Universitário de Anápolis, Residente em Neonatologia pelo Centro Universitário de Anápolis/GO, Brasil. Autor https://orcid.org/0009-0001-8741-9677
  • Erasmo Eustáquio Cozac Médico pela Universidade de Brasília, Residência Médica em Pediatria pela Universidade de Brasília, Título de especialista em Pediatria pela SBP, Título de especialista em Neonatologia (área de atuação) - SBP/AMB, Título de especialista em Terapia Pediátrica e Neonatal (área de atuação) - SBP/AMIB, Pós-graduado em Ventilação Mecânica pela Universidade Católica de Goiás, Goiânia/GO, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0002-1905-8961

DOI:

https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.205

Palavras-chave:

Brasil, Mortalidade infantil, Pediatria, Prematuridade, Sepse neonatal

Resumo

Introdução: A sepse permanece entre as principais causas de mortalidade neonatal em âmbito mundial, constituindo um importante problema de saúde pública. Objetivos: Descrever e analisar as taxas de mortalidade por sepse neonatal precoce e tardia no Brasil entre 2020 a 2025, evidenciando a evolução temporal, o local de ocorrência, a idade, o sexo e a cor/raça. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de caráter quantitativo, transversal e retrospectivo, com levantamento de casos confirmados por sepse neonatal dos últimos cinco anos. Os dados foram obtidos na plataforma Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Resultados: Foram registrados 12.142 óbitos relacionados à sepse neonatal no Brasil. O maior número de ocorrências foi registrado em 2021 (n = 2.646). A partir de 2022, verificou tendência de redução no número absoluto de óbitos, com registros de 2.344 em 2023 e 2.163 em 2024. Quanto à distribuição geográfica, a Região Sudeste concentrou o maior número de óbitos (n = 4.582), seguida pela Região Nordeste. Houve predominância de óbitos no período neonatal precoce, especialmente entre recém-nascidos com idade entre 0 e 6 dias, totalizando 5.757 registros. Conclusões: Os resultados reforçam que fatores relacionados à vulnerabilidade biológica do recémnascido, especialmente a prematuridade, permanece fortemente associado aos desfechos fatais por sepse neonatal, corroborando as evidências disponíveis na literatura. Esses achados ressaltam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e manejo oportuno da sepse neonatal, particularmente entre recém-nascidos de maior risco.

Publicado

03-09-2026

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL

Como Citar

Braollos Silva, A., & Cozac, E. E. . (2026). Mortalidade hospitalar por sepse neonatal no Brasil. Revista Científica CEREM-GO, 7(20), e26205. https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.205