Mortalidade hospitalar por sepse neonatal no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.205Palavras-chave:
Brasil, Mortalidade infantil, Pediatria, Prematuridade, Sepse neonatalResumo
Introdução: A sepse permanece entre as principais causas de mortalidade neonatal em âmbito mundial, constituindo um importante problema de saúde pública. Objetivos: Descrever e analisar as taxas de mortalidade por sepse neonatal precoce e tardia no Brasil entre 2020 a 2025, evidenciando a evolução temporal, o local de ocorrência, a idade, o sexo e a cor/raça. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de caráter quantitativo, transversal e retrospectivo, com levantamento de casos confirmados por sepse neonatal dos últimos cinco anos. Os dados foram obtidos na plataforma Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Resultados: Foram registrados 12.142 óbitos relacionados à sepse neonatal no Brasil. O maior número de ocorrências foi registrado em 2021 (n = 2.646). A partir de 2022, verificou tendência de redução no número absoluto de óbitos, com registros de 2.344 em 2023 e 2.163 em 2024. Quanto à distribuição geográfica, a Região Sudeste concentrou o maior número de óbitos (n = 4.582), seguida pela Região Nordeste. Houve predominância de óbitos no período neonatal precoce, especialmente entre recém-nascidos com idade entre 0 e 6 dias, totalizando 5.757 registros. Conclusões: Os resultados reforçam que fatores relacionados à vulnerabilidade biológica do recémnascido, especialmente a prematuridade, permanece fortemente associado aos desfechos fatais por sepse neonatal, corroborando as evidências disponíveis na literatura. Esses achados ressaltam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e manejo oportuno da sepse neonatal, particularmente entre recém-nascidos de maior risco.
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