Distribuição temporal da taxa de notificações de hanseníase em Goiânia
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2025v5i15.148Palavras-chave:
Hanseníase, Goiânia, Saúde pública, Desigualdade social, EpidemiologiaResumo
Introdução: A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que permanece um desafio de saúde pública no Brasil, com alta prevalência em regiões vulneráveis. A pandemia de COVID-19 agravou a subnotificação e o acesso ao diagnóstico. Objetivo: Descrever a distribuição temporal e sociodemográfica das notificações de hanseníase na cidade de Goiânia. Método: Estudo descritivo e observacional com dados secundários de notificações por hanseníase, no período de 2014 a 2023. Os dados foram obtidos pelo sítio de domínio público do SINAN. Foram consideradas todas as notificações do período. Os dados populacionais foram extraídos do IBGE, e as variáveis utilizadas são sexo, faixa etária, escolaridade e raça. Resultados: Foram registrados 2.188 casos de hanseníase no período, com prevalência reduzida de 25,63 para 8,71 por 100 mil habitantes. Homens (59,8%) e pardos (55,7%) apresentaram maior número de casos. A pandemia de COVID-19 impactou negativamente o diagnóstico da doença, com recuperação parcial a partir de 2022. Conclusão: Apesar da redução de casos, subnotificação e desigualdade no acesso aos serviços de saúde permanecem desafios para a população. São necessárias estratégias inclusivas e intersetoriais para o controle eficaz da hanseníase.
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