Sobrevida global segundo subtipos moleculares e estadiamento clínico em pacientes com carcinoma mamário invasivo
análise de Kaplan-Meier em coorte hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i20.202Palavras-chave:
Análise de sobrevida, Estimador de Kaplan-Meier, Neoplasias da mama, Prognóstico, Subtipo molecularResumo
Introdução: Introdução: A análise de sobrevida global segundo subtipos moleculares e estadiamento clínico é fundamental para a compreensão do prognóstico no câncer de mama. Objetivo: Estimar e comparar a sobrevida global de pacientes com carcinoma mamário invasivo segundo o estadiamento clínico e os principais subtipos moleculares em coorte hospitalar do Centro-Oeste brasileiro. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo com 97 pacientes com carcinoma mamário invasivo confirmado, após exclusão de casos de carcinoma ductal in situ. As curvas de sobrevida global foram construídas pelo método de Kaplan-Meier e comparadas pelo teste logrank, com estratificação por estadiamento clínico (I–II vs. III–IV), subtipo triplo-negativo, receptores hormonais (RH+ vs. RH−) e HER2 (positivo vs. negativo). O seguimento foi estimado pelo ano de início do tratamento. Resultados: O seguimento médio estimado foi de 3,9 anos (mediana: 3,0; variação: 1–18 anos). Foram registrados 6 óbitos (6,2%) e 9 recidivas (9,3%). O estadiamento avançado (III–IV) esteve associado a sobrevida significativamente inferior (log-rank p = 2,22 × 10-¹⁰): proporção de óbito de 50,0% vs. 1,1% no estadiamento inicial. O subtipo triplo-negativo apresentou pior sobrevida em relação ao grupo não triplo-negativo (log-rank p = 6,32 × 10-⁴): óbito em 26,7% vs. 2,4%. A negatividade dos receptores hormonais também identificou subgrupo de pior prognóstico (log-rank p = 6,27 × 10-⁴): 22,7% de óbitos vs. 1,3% no grupo RH positivo. O status HER2 não demonstrou diferença significativa entre os grupos (log-rank p = 0,983). Conclusão: O estadiamento avançado, o subtipo triplo-negativo e a negatividade dos receptores hormonais associaram-se a pior sobrevida global nesta coorte. Esses achados reforçam a importância da estratificação molecular e do diagnóstico precoce para a individualização do prognóstico em oncologia mamária.
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