Manejo anestésico da via aérea em lactente com macrostomia congênita associada à fissura facial oblíqua
DOI:
https://doi.org/10.37951/2675-5009.2026v7i21.209Palavras-chave:
Anestesia geral, Fissura facial, Lactente, Macrostomia, Manuseio das vias aéreasResumo
Este relato descreve o manejo anestésico de um lactente de nove meses com macrostomia congênita e fissura facial oblíqua submetido à correção cirúrgica. A indução inalatória ocorreu com sevoflurano, seguida de intubação orotraqueal. A ventilação sob máscara apresentou dificuldade inicial por obstrução da via aérea superior decorrente da queda posterior da língua, solucionada com cânula de Guedel. A laringoscopia direta expôs a glote de forma satisfatória (Cormack-Lehane IIa), sendo favorecida pela maior abertura oral decorrente da macrostomia. A extubação foi realizada com o paciente desperto para prevenir aspiração de secreções e sangue; contudo, o choro intenso no pós-operatório imediato resultou em hematoma e deiscência de sutura, exigindo reabordagem sob sedação intravenosa com propofol e cetamina. O caso demonstra que uma malformação craniofacial pode exercer efeitos distintos nas etapas do controle da via aérea e destaca a complexidade do planejamento da extubação em cirurgias reconstrutivas faciais.
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